terça-feira, 5 de abril de 2011

Vigiar e Punir.

Minha síntese de filosofia sobre ''Vigiar e punir'', de Foucault.

Foucault descreve no capitulo I, formas e técnicas para a criação dos assim chamados “corpos dóceis”. E uma das premissas para isso, é a “arte das distribuições”, que consiste na distribuição e no controle do espaço e de corpos no espaço.
Basicamente, o capitulo constitui na representação de um ideário, que tem como essência, a demonstração do novo sistema organizacional, descrevendo assim, a criação da ‘’disciplina’’ como forma de conversão do homem em máquina.
Essa conversão é um tipo específico de poder que propaga por toda a sociedade, atingindo o corpo do indivíduo e realizando assim, o controle detalhado de seus atos.
Para ele, as instituições são consideradas um sistema de dominação, ordenadas por complexos rituais de troca e comunicação.
Já em ‘’os recursos para o bom adestramento’’, ele aponta como base inicial a vigilância hierárquica, que tem como finalidade, a formação de poder. E estas estão presentes nas mais diversas instituições, sejam elas, repressivas (prisões), econômicas (fábricas) e até pedagógicas (escolas).
Foucault também cita o “exame”, como outra forma para um bom adestramento de corpos. Esse nada mais é, do que a combinação de técnicas hierárquicas (que tem como finalidade vigiar) e técnicas da sanção (cujo objetivo, é normalizar tal sistema por meio da punição).
Em suma, o autor faz uma análise crítica à formação histórica do século XVII ao século XIX, que desde então, vem adestrando e fabricando indivíduos, em troca de dominação que se converte nas mais variadas formas de poder.