sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Liberté.

Eu cheguei em casa, supostamente muito livre porque era sexta-feira e tinha cerveja na geladeira para me fazer ficar em paz após uma semana cansativa de estudos, de estágios e de mim. Peguei uma lata e compulsivamente uns papéis idiotas que eu trouxe da faculdade para repreencher um lattes também idiota. Aí em meio a essa chuva de informação que se chama internet, li esse texto e cheguei a conclusão que é risível o conceito de liberdade que eu tenho. Eu penso em mim, em todo o meu poder-ser que não se concretizou. Culpabilizando tudo (porque obviamente é sempre o caminho mais fácil), eu sinto falta da pessoa legal que eu poderia ter sido (e ser). Mas me tornei uma idiotinha-que-está-concluindo-uma-graduação-e-está-bitolada-por-um-suposto-futuro-profissional-que-na-verdade-é-composto-por-gente-vomitável, e também uma idiotinha-incapaz-de-chutar-tudo-pegar-a-mochila-e-ir-conhecer-o-mundo. Sei que segunda-feira eu voltarei a ser cordeiro, pegarei minha mochila e acordarei cedo para estagiar e depois assistir umas aulas que nem me serão úteis em nada, tudo com uma desculpa de que ''eu amo aprender''. Mas que porra. Como o ser-humano (eu) é idiota. Essa busca eterna por segurança mais se assemelha a um suicídio. Viver para sempre nesses moldes? Nossa, se com 19 está difícil (beirando o insuportável) prefiro não pensar à diante. A cada dia eu concluo mais e mais que o ser-humano é uma abertura às possibilidades e que se fecha a tudo isso porque...porque....sei lá porque. Só sei que é estúpidez. Eu sou estúpida em aceitar e isso e vocês também. Me aproximei muito da liberdade nesses últimos tempos, mas queria ser totalmente e não parcialmente. Até porque liberdade parcial é comprar cerveja na sexta para descarregar a semana inteira e ainda se achar livre por isso quando na verdade é só a reprodução de um padrão atual burguês que tanto te causa asco.