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sábado, 30 de janeiro de 2010

Borrão de sangue.

É desesperador ver alguém assim. Dor, sofrimento, lágrimas... Não existe mais nada, não existe mais um mundo. Tudo acabou. Qual o sentido para estar vivo? É, eles não vêem nenhum. Mas eu posso enxergar mais longe, eu vejo cicatrizes e marcas nos rostos de cada um. O choro pelo primeiro amor, as lágrimas contidas, as noites mal dormidas...eu posso ver. Posso sentir como é estar assim, você em um quarto escuro se afogando nas lágrimas que inundam o seu travesseiro. Eu sei como é. Ou pelo menos tento. E me dói só de imaginar tal situação, acredite.

Para C.

sábado, 26 de dezembro de 2009

babette.

"Eu não sei se você me entende, mas eu me sinto murchando agora. Eu não sou uma artista, mas não consigo tirar isso de minha cabeça. Aqui dentro eu fico louca. Eu quero cair fora! O começo, 2 anos, 5 anos, 10 anos, mais...A heroína é metade de meu desejo de morte. Eu acabei por amar a morte tanto que não consigo parar. Eu tenho apenas uma coisa em minha mente"

domingo, 13 de dezembro de 2009

Like violence you have me, forever and after.

Eu já não sei mais nem o que escrever. Meus amigos estão cheios de mim, minha família também , mas eu não tenho culpa. Juro que não. Eu poderia falar que eu aprendi o que é respeito e amor com você, mas eu já gritei falei tanto, que parece que é em vão. E isso às vezes me corrói tanto por dentro, me faz mal...não é normal. Mas eu não consigo...simplesmente não consigo. Nunca que vai passar pela sua cabeça que em uma cidade chamada Bananal, tinha uma gúria idiota contando os segundos para dar meia-noite e quando deu...saiu pulando, cantando e abraçando todo mundo. Aliás, se eu contar...ninguém acreditará mesmo. Mas não importa, nada importa. E esse texto pode parecer apenas mais um de os milhares que escrevem para você...mas que me conhece de verdade, quem convive comigo, sabe o que é essa coisa utópica que eu sinto por você. E eu não estou em um dos meus melhores estados, então, peço desculpa por escrever tanta besteira assim. Mas sei lá, eu queria deixar claro para todo mundo que ainda não sabe...que não existe e nunca vai existir alguém que eu ame mais do que você. Não é da boca pra fora, só eu sei o que você significa para mim e acabou. Foda-se o que pensam. Foda-se quem acha que isso é mais um textinho estúpido de uma fã idiota. Foda-se essas 'senhoritas Delonges'. Foda-se tudo. Eu não me importo. E hoje, rodeada de gente, eu fiz vergonha (mais uma vez) por causa desse meu impulso rídiculo. Mas eu sou assim. Se tem uma coisa que ainda me motiva, é saber que eu sempre poderei escutar a tuz voz. Eu não espero nada de ninguém, eu abandonei o mundo inteiro. Mas eu ainda te tenho. Dentro de mim. E isso...ninguém me tira. E sabe...isso é tão, mas tão bom! Eu te amo. Te amo muito.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Clarisse.

E Clarisse está trancada no banheiro. E faz marcas no seu corpo com seu pequeno canivete deitada no canto, seus tornozelos sangram. E a dor é menor do que parece. Quando ela se corta ela se esquece que é impossível ter da vida calma e força. Viver em dor, o que ninguém entende, tentar ser forte a todo e cada amanhecer. Uma de suas amigas já se foi. Quando mais uma ocorrência policial, ninguém me entende, não me olhe assim com este semblante de bom-samaritano cumprindo o seu dever, como se eu fosse doente. Como se toda essa dor fosse diferente, ou inexistente. Nada existe pra mim, não tente. Você não sabe e não entende. E quando os antidepressivos e os calmantes não fazem mais efeito. Clarisse sabe que a loucura está presente e sente a essência estranha do que é a morte. Mas esse vazio ela conhece muito bem de quando em quando é um novo tratamento [...] Clarisse está trancada no seu quarto com seus discos e seus livros, seu cansaço. Eu sou um pássaro me trancam na gaiola e esperam que eu cante como antes. Eu sou um pássaro me trancam na gaiola, mas um dia eu consigo resistir e vou voar pelo caminho mais bonito. Clarisse só tem quatorze anos.

Para minha mãe.